Thereza Collor revela planos para reativação de usinas em alagoas
22/12/2024 06:07 | Texto de:

Johny Lucena | UP | Foto de: Reprodução

Cerca de 11 mil credores da Massa Falida da Laginha Agro Industrial começarão a receber seus pagamentos a partir da próxima semana, marcando uma etapa crucial no processo de liquidação da empresa. A medida foi aprovada com 95% dos votos durante a Assembleia Geral dos Credores (AGC), realizada na última quinta-feira, 19, no Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).
O plano de pagamento é considerado um marco na resolução de um dos processos falimentares mais complexos do Brasil, apontado por especialistas como o mais delicado e sensível da história do Direito de Insolvência no país. Entre os principais credores estão a União e o Estado de Alagoas, que deverão receber cerca de R$ 160 milhões da massa falida.
A AGC foi conduzida pelos juízes Helestron Costa, Nathália Viana e Thiago Lopes, com o apoio da administradora judicial Vivante Gestão e Administração Judicial LTDA. O Banco de Brasília (BRB) será responsável pelos pagamentos, garantindo a concretização do acordo.
A empresária Thereza Collor, filha do falecido ex-deputado federal João Lyra, descreveu o acordo como uma solução indispensável para os credores e um passo importante para encerrar um processo que há anos impacta diversas famílias.
Mesmo na Espanha, onde visita sua mãe, Solange Queiroz, Thereza concedeu uma entrevista exclusiva ao EXTRA, abordando a importância do legado de João Lyra e destacando a possível reativação das usinas que já foram um símbolo de desenvolvimento em Alagoas. “Meu pai foi o homem que mais gerava emprego em Alagoas. Reativar essas usinas seria resgatar esse espírito empreendedor”, afirmou.
O caso da falência da Laginha Agro Industrial é acompanhado de perto por especialistas e juristas, dada sua complexidade. A aprovação do plano de pagamento é um avanço significativo em um processo que envolve grandes desafios financeiros e sociais.
Com os pagamentos programados para iniciar na próxima semana, o acordo é visto como um alívio para os milhares de credores que aguardavam uma solução há anos, além de um marco no histórico de falências empresariais do Brasil.