Mototaxista quase é degolado por fio em Marechal Deodoro

31/03/2023 21:53 | Texto de:


Seu Claudionor teve quase todo o pescoço ferido no acidente | Foto de: Divulgação/Real Deodorense



Um mototaxista, identificado como Claudionor Arcanjo, de 53 anos, quase foi degolado por um fio de internet deixado no meio da rua, no município de Marechal Deodoro, região metropolitana de Maceió. O acidente aconteceu na última terça-feira (28), quando o trabalhador estava se deslocando na cidade para encontrar um cliente.

De acordo com Claudionor, o fio estava no chão, exposto no meio da via, mas ainda estava preso ao poste. O mototaxista contou que ao passar em velocidade no local, o material de fibra acabou enroscando em um dos seus pés e chegou até o pescoço, provando um grande ferimento no local.

"Eu estava passando pela rua, perto da Ladeira da Estiva, e ia para a Baixa da Sapa, buscar um cliente. Foi quando senti, do nada, o fio se amarrando no meu corpo. E foi subindo até chegar no meu pescoço. Queimou bastante! O fio ficou enrolado e eu não sabia o que estava acontecendo. Por sorte, numa ação rápida, consegui frear a moto", disse, destacando que quase chegou a cair do veículo.

O mototaxista acredita poderia ter morrido se não tivesse conseguido parar a moto, já que um corte ainda mais profundo poderia ter sido causado. "Eu fiquei nervoso na hora, pois você vê sua vida em risco, quase morri, mas graças a Deus, eu sobrevivi. Poderia ter acontecido coisa pior, mas só pensava em me livrar daquilo", afirmou.

A vítima ainda contou que pessoas que presenciaram a situação ofereceram ajuda. "O motorista de uma caçamba que passava perto procurou me ajudar, parou e perguntou se eu estava bem. E aí eu já vi que estava sangrando. Mas depois fui levado para um [posto de saúde] 24 horas, e limparam meu ferimento. Depois passaram um medicamento e ficou essa cicatriz", explicou.

Passado o susto, Claudionor resolveu no dia seguinte do acidente procurar o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), na própria cidade de Marechal Deodoro, para poder registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.). "Eu procurei a polícia no dia seguinte para prestar queixa, e me foi recomendado que eu fizesse o exame de corpo de delito. Eu entrei em contato com meu advogado e vou fazer o exame", disse, reforçando que vai acionar a Justiça para poder receber uma indenização por parte da empresa responsável pela fiação que provocou o acidente.

"Poderia ter acontecido com qualquer outra pessoa, outro motociclista, que passava pela rua. Infelizmente, o fio ficou ali e eu que fui atingido. Eu nem sei mais se 'pocou' depois que passei, porque tudo foi tão rápido e desesperador, que eu não procurei saber. Mas foi um grande risco de morte que passei", finalizou.