Justiça suspende afastamento de prefeito e vice de Rio Largo e os reconduz aos cargos

01/04/2025 15:20 | Texto de:


Johnny Lucena | UP | Foto de: Reprodução



Em uma reviravolta no cenário político de Rio Largo, o juiz da 1ª Vara da cidade, Guilherme Bubolz Bohm, concedeu uma medida liminar nesta terça-feira (1º) que suspende o ato da Presidência da Câmara de Vereadores que havia afastado o prefeito Carlos Gonçalves e seu vice, Peterson Henrique. Com a decisão judicial, ambos são reconduzidos aos seus cargos.

A decisão do juiz surge após a leitura de uma suposta carta de renúncia na Câmara Municipal, na manhã da segunda-feira (31), que culminou na posse do presidente da Casa, Rogério Silva, como prefeito. No entanto, Carlos Gonçalves negou a renúncia e classificou a ação como um "golpe criminoso".

Na sua decisão, o juiz Guilherme Bubolz Bohm afirma que a Mesa da Câmara de Vereadores estava ciente de que o prefeito e o vice-prefeito não tinham a intenção de renunciar aos seus mandatos, uma vez que Carlos Gonçalves havia comunicado ao presidente da Casa que o suposto documento de renúncia não existia.

O magistrado também expressou sua convicção de que "é provável que os documentos em que constam as supostas renúncias padeçam de falsidade ideológica, não representando a verdadeira vontade dos impetrantes".

O juiz criticou a postura da Câmara de Vereadores, afirmando que, "Tendo o prefeito se manifestado com tanta antecedência, e por diversos meios, sobre a possibilidade de ser apresentado um falso termo de renúncia (ou melhor, termos ideologicamente falso), caberia à Câmara de Vereadores averiguar a sua autenticidade e a verdadeira vontade do titular do mandato eletivo, solicitando, inclusive, a sua presença na sessão legislativa, o que não foi feito".

A decisão judicial restabelece a normalidade na administração municipal de Rio Largo, enquanto as investigações sobre a suposta tentativa de golpe continuam.