Investigações revelam fraude à cota de gênero em Maceió, com envolvimento do PSD e PDT
24/12/2024 14:21 | Texto de:

Escrito por Arthur Vieira/ UP | Foto de: Reprodução

Partidos políticos de Maceió estão sob investigação por suspeitas de fraude à cota de gênero nas eleições municipais, utilizando candidaturas fictícias para cumprir a exigência de 30% de participação feminina. O PSD, comandado pelo ex-prefeito Rui Palmeira, e o PDT estão no centro das apurações da Justiça Eleitoral. Entre os casos investigados, estão as candidaturas de Sarah Doullenner e Maria Rita Euzébio, ambas do PSD, que apresentaram campanhas inexistentes e irregularidades na prestação de contas. Além disso, Francisquinha, do PDT, declarou em uma reportagem que foi manipulada pelo partido e teve sua autonomia financeira limitada.
A fraude, conforme apontado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), envolve candidaturas com votação irrelevante, ausência de atividades de campanha e irregularidades financeiras, como a falta de contas bancárias abertas. Esses atos ilegais podem resultar em punições severas, incluindo a cassação do registro partidário, inelegibilidade dos envolvidos, recontagem dos votos e reconfiguração do quociente eleitoral.
A implicação do PSD, partido liderado por Rui Palmeira, sublinha a gravidade da situação, considerando a influência política do ex-prefeito e de sua legenda. A denúncia ressalta a urgência de uma fiscalização mais rigorosa e punições mais efetivas para combater práticas que comprometem a representatividade feminina e a transparência nas eleições.