Disputa acirrada no MDB: chapão impõe desafios para reeleição e novas candidaturas em 2026

29/03/2025 12:38 | Texto de:


Johnny Lucena | UP | Foto de: Reprodução



A corrida eleitoral para 2026 já começou nos bastidores do Palácio República dos Palmares, onde o MDB afina suas estratégias para manter sua força na Assembleia Legislativa de Alagoas. A disputa interna, no entanto, promete ser um verdadeiro campo de batalha, especialmente para aqueles que buscam a reeleição ou almejam uma vaga pela primeira vez na Casa de Tavares Bastos.

O partido, que elegeu ou reelegeu 14 deputados estaduais em 2022, busca repetir ou ampliar essa marca em um cenário de alta competitividade. Com o senador Renan Calheiros (MDB) mirando sua quarta reeleição e enfrentando o deputado federal Arthur Lira (PP), a composição do chamado “chapão” se tornou ainda mais delicada. Entre os parlamentares do MDB, a meta mínima para se eleger gira em torno de 35 mil votos, marca que 12 dos 14 atuais deputados conseguiram atingir no pleito passado.

No entanto, nem todos os integrantes do grupo dos 14 estão dispostos a aceitar novas candidaturas que possam ameaçar suas posições. Dois ex-prefeitos filiados ao MDB, Kil Freitas (União dos Palmares) e Júlio Cezar (Palmeira dos Índios), têm planos de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa e estimam conquistar pelo menos 40 mil votos cada. Apesar disso, ambos enfrentam forte resistência dentro da legenda e foram vetados pelo grupo atual.

Diante desse cenário, Júlio Cezar já considera a possibilidade de migrar para outro partido da base governista. O PT aparece como uma das alternativas, mas há entraves a serem superados. As siglas PT e PV, que já trabalham com a reeleição de Ronaldo Medeiros e Silvio Camelo, respectivamente, demonstram resistência à filiação do ex-prefeito e futuro secretário do governo Paulo Dantas.

Com articulações intensas e movimentações estratégicas, o MDB vive um verdadeiro embate interno, onde apenas os mais bem posicionados politicamente terão chances de garantir uma vaga em 2026. O desfecho desse jogo de forças promete ser decisivo para o futuro do partido e de seus candidatos.